Tag: 2024

  • Fertilizantes especiais registram forte alta em 2024

    Fertilizantes especiais registram forte alta em 2024

    O setor de fertilizantes especiais consolidou, em 2024, um crescimento expressivo e superou o ritmo de expansão observado no ano anterior. Segundo o Anuário 2025 da Associação Brasileira de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo), o mercado atingiu faturamento de R$ 26,9 bilhões, alta de 18,9% em relação a 2023.

    O presidente do Conselho Deliberativo da Abisolo, Clorialdo Roberto Levrero, destaca que os produtores adiaram as compras de insumos até setembro, quando o cenário agrícola ficou mais claro. A partir desse período, houve forte demanda e a indústria respondeu rapidamente, superando desafios logísticos e reforçando a importância dos fertilizantes especiais para a produtividade agrícola.

    Clorialdo Roberto Levrero, presidente do Conselho Deliberativo da Abisolo. Foto: Divulgação

    Levrero também ressalta o papel dos investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), que representaram cerca de 2,8% do faturamento do setor na última década. Essa aposta em inovação impulsionou novas tecnologias e ampliou a adoção de produtos de alta performance no campo.

    Desempenho por tipo de produto e aplicação

    O Anuário Abisolo revela tendências distintas entre os segmentos:

    • Fertilizantes Organominerais: queda de 19,7% no faturamento
    • Fertilizantes Orgânicos: retração de 44%
    • Biofertilizantes: crescimento de 1,4%
    • Fertilizantes Minerais Especiais: alta expressiva de 30,7%

    No recorte por modo de aplicação, destacaram-se os fertilizantes especiais para sementes (+49,6%) e para fertirrigação/hidroponia (+36,1%). A aplicação foliar, segmento mais relevante economicamente, cresceu 23,2%, enquanto a aplicação via solo teve avanço mais modesto (+5,2%).

    Mercado por região e cultura

    Minas Gerais manteve a liderança no consumo de fertilizantes especiais (18,2%), seguido por São Paulo (16,7%) e Mato Grosso (13,6%). Estados como Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul e Espírito Santo ampliaram participação, enquanto Bahia e Mato Grosso do Sul tiveram leve recuo.

    Entre as culturas, a soja seguiu como principal demandante, embora com participação menor. Cana-de-açúcar e frutas aumentaram o uso desses insumos, enquanto hortaliças reduziram sua fatia no mercado.

    Condicionadores de solo e substratos para plantas

    O segmento de condicionadores de solo de base orgânica faturou R$ 129,1 milhões em 2024, queda de 7,6% frente a 2023. Os produtos fluidos caíram 2,2% e os sólidos, 14,6%. São Paulo liderou o consumo, seguido por Minas Gerais e Espírito Santo. Frutas e café ganharam destaque como principais culturas consumidoras.

    Já o mercado de substratos para plantas cresceu 8%, alcançando R$ 421,2 milhões em vendas. O Sudeste respondeu por 53,5% do consumo, seguido pelo Sul (23,2%) e Nordeste (12,7%). Hortaliças, frutas e flores representaram mais da metade do volume comercializado.

    O desempenho robusto dos fertilizantes especiais em 2024 reflete a resiliência do setor diante de desafios econômicos e logísticos, além do contínuo investimento em inovação e da crescente adoção de insumos de alta qualidade pela agricultura brasileira.

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  • Moagem de trigo no Brasil cresce 3% em 2024

    Moagem de trigo no Brasil cresce 3% em 2024

    A moagem de trigo no Brasil registrou crescimento de 3% em 2024, atingindo 13,19 milhões de toneladas processadas nas 150 indústrias do setor, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo). O aumento de 380 mil toneladas em relação a 2023 reforça a importância do cereal para a segurança alimentar do país, mesmo diante de desafios econômicos e logísticos.

    Principais destaques do setor em 2024:

    • Panificação lidera consumo (30% da farinha produzida)
    • Indústria de massas e biscoitos respondem por 27,3% da demanda
    • Norte e Nordeste dependem mais de trigo importado (quase 100% do processado)
    • Brasil ainda importa cerca de 50% do trigo consumido

    Crescimento acima da média populacional

    O presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa, destacou que o aumento na moagem superou o crescimento populacional, indicando maior adoção de produtos à base de trigo na alimentação dos brasileiros.

    Foto: divulgação Abitrigo

    “Os números reforçam a resiliência do setor e sua relevância para a economia. Precisamos avançar em políticas que reduzam a dependência de importações e fortaleçam a produção nacional”, afirmou Barbosa.

    Desafios: importações e infraestrutura de armazenagem

    A pesquisa revelou que as Regiões Norte e Nordeste são as mais dependentes de trigo importado, principalmente da Argentina e Paraguai.

    A falta de silos e estoques estratégicos ainda é um gargalo, levando à exportação precoce na safra e necessidade de importação posterior.

    Barbosa defendeu linhas de financiamento para expansão da armazenagem, evitando perdas e garantindo abastecimento estável.

    Oportunidades para o setor

    • Aumento da produção nacional em regiões com alta demanda
    • Melhoria logística para escoamento e distribuição
    • Incentivos à industrialização em estados com menor acesso ao trigo brasileiro

    Por que esses números importam? O trigo é essencial para alimentos básicos, como pães, massas e biscoitos.

    A redução da dependência externa pode trazer mais estabilidade de preços. E investimentos em armazenagem e produção podem gerar empregos e impulsionar o agronegócio.

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  • PIB do agronegócio cresce 1,81% em 2024 com destaque para pecuária

    PIB do agronegócio cresce 1,81% em 2024 com destaque para pecuária

    O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio cresceu 1,81% em 2024, segundo levantamento da CNA e do Cepea. O resultado positivo foi puxado pelo desempenho expressivo da pecuária. Em resumo, somente no quarto trimestre, o PIB do setor subiu 4,48%. Portanto, com isso, o agronegócio alcançou R$ 2,72 trilhões em 2024. Desse total, R$ 1,9 trilhão vieram do ramo agrícola e R$ 819,26 bilhões do ramo pecuário, com base nos preços do último trimestre. A participação do agronegócio no PIB brasileiro em 2024 foi de 23,2%.

    Destaques do PIB do agronegócio

    A pecuária liderou o crescimento com alta de 12,48% no ano. Os agrosserviços e a agroindústria do setor pecuário cresceram 16,79% e 16,78%, respectivamente. O setor primário subiu 6,55% e os insumos, 1,23%. Em contrapartida, o ramo agrícola recuou 2,19% em 2024. Ou seja, todos os segmentos da agricultura registraram queda. Os insumos caíram 6,97% e o setor primário, 3,54%. Já os agrosserviços recuaram 1,86%, e a agroindústria, 0,44%.

    Força e equilíbrio

    Apesar das perdas na agricultura, os agrosserviços e a agroindústria do agronegócio mostraram força. Em 2024, cresceram 3,25% e 2,94%, respectivamente. Esses avanços ajudaram a equilibrar o desempenho do setor. Já os insumos gerais do agronegócio caíram 4,65% em relação a 2023. O setor primário, dentro da porteira, teve retração de 0,16% no período.

    Último trimestre como destaque

    O desempenho do último trimestre foi decisivo para o resultado anual. De outubro a dezembro, o PIB do agronegócio avançou 4,48%, revertendo o cenário negativo acumulado até setembro. A CNA e o Cepea destacaram que todos os segmentos cresceram no quarto trimestre. Os insumos subiram 3,17%, o setor primário avançou 4,33%, a agroindústria cresceu 3,72% e os agrosserviços, 5,16%.

    A pecuária registrou crescimento de 10,71% no trimestre. Ao mesmo tempo, os agrosserviços do ramo lideraram com alta de 12,15%. O setor primário teve variação positiva de 11,07% e a agroindústria, 10,18%. Além disso, o ramo agrícola também teve resultado positivo no período. Cresceu 2,02%, com expansão em todos os elos da cadeia.

    Em resumo, segundo a análise das entidades, o bom desempenho foi impulsionado pelo aumento do valor bruto da produção. Ou seja, esse avanço esteve relacionado à elevação dos preços reais no quarto trimestre. O crescimento de 1,81% no ano ficou próximo da estimativa da CNA, que previa alta de até 2% no PIB do agronegócio em 2024.

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  • 2024 foi o ano mais quente em 175 anos, aponta relatório da ONU

    2024 foi o ano mais quente em 175 anos, aponta relatório da ONU

    O relatório Estado do Clima Global 2024, divulgado nesta quarta-feira (19), confirma que 2024 foi o ano mais quente dos últimos 175 anos. Em geral, o documento, produzido pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) e outras agências da ONU, revela que a temperatura média global ficou 1,55°C acima dos níveis pré-industriais.

    O estudo analisa dados climáticos globais e alerta para o agravamento da crise climática. As concentrações de dióxido de carbono atingiram o maior nível em 800 mil anos. O aquecimento dos oceanos e o derretimento das geleiras elevaram o nível do mar e reduziram a camada de gelo da Antártida, que registrou a segunda menor extensão da história.

    Sistemas de alerta precoce

    Diante desse cenário, a OMM reforça a necessidade de aprimorar os sistemas de alerta precoce e os serviços climáticos. Apenas metade dos países conta com mecanismos adequados para enfrentar riscos climáticos múltiplos. A entidade destaca que investir em serviços meteorológicos nacionais é essencial para fortalecer a resiliência das comunidades.

    O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, afirmou que ainda é possível limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C, conforme prevê o Acordo de Paris. Ele pediu que os líderes mundiais ampliem seus esforços para conter a crise climática.

    “Nosso planeta está emitindo sinais de alerta, mas ainda temos chance de agir. Os países devem apostar em energias renováveis, que oferecem benefícios econômicos e ambientais”, declarou Guterres.

    Além disso, ele também ressaltou que novos planos climáticos nacionais, previstos para este ano, serão decisivos para enfrentar os desafios globais do clima.

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  • Brasil bate recorde de exportações para os EUA em 2024

    Brasil bate recorde de exportações para os EUA em 2024

    As exportações brasileiras para os Estados Unidos alcançaram um recorde histórico em 2024. Em geral, o total chegou a US$ 40,3 bilhões, representando um crescimento de 9,2% em comparação ao ano anterior. O Monitor do Comércio Brasil-EUA, da Amcham Brasil, destacou que esse desempenho superou o aumento médio das importações americanas, que foi de 5,3%. O Brasil consolidou sua posição como um dos principais fornecedores dos EUA, superando países como México, Alemanha, Japão e Índia.

    “O Brasil está conquistando mercado nos EUA e se posicionando com força”, afirmou Abrão Neto, CEO da Amcham Brasil. Ele destacou que as exportações de bens industriais atingiram US$ 31,6 bilhões, impulsionando renda e emprego no Brasil.

    Comércio bilateral atinge segundo maior valor histórico

    O comércio bilateral Brasil-EUA somou US$ 80,9 bilhões em 2024, sendo o segundo maior valor da série histórica. Ou seja, esse volume reflete a importância da parceria entre os dois países. No entanto, a posse do presidente eleito Donald Trump, prevista para 20 de janeiro, gera incertezas sobre 2025. Analistas preveem possíveis mudanças na política comercial americana, como a introdução de tarifas.

    “O cenário internacional é desafiador, com disputas geopolíticas, guerras e eventuais alterações tarifárias nos EUA. Embora o Brasil não seja um alvo preferencial, como a China, ajustes na política comercial podem impactar setores estratégicos. Isso já ocorreu no passado, como no caso do aço”, alertou Abrão Neto.

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    Projeções otimistas para 2025

    Segundo a Amcham, o fluxo comercial Brasil-EUA deve se manter robusto em 2025, com valores próximos aos picos históricos. A Organização Mundial do Comércio (OMC) projeta crescimento de 3% no comércio global. Já o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima aumento de 2,8% no PIB dos EUA e de 2% no PIB brasileiro. Esses avanços devem impulsionar a demanda por comércio exterior.

    “As relações empresariais entre Brasil e EUA são maduras e pragmáticas. Esperamos que eventuais divergências sejam resolvidas por meio do diálogo, garantindo os avanços econômicos conquistados”, afirmou Abrão Neto.

    Exportações: setores líderes e produtos em destaque

    Os setores de agropecuária, indústria extrativa e de transformação continuarão liderando as exportações brasileiras para os EUA. Ou seja, produtos como petróleo bruto, aeronaves, café e carne bovina, que se destacaram em 2024, devem seguir contribuindo para a pauta exportadora em 2025. A expectativa é que esses itens mantenham o ritmo de crescimento e fortaleçam ainda mais a presença brasileira no mercado americano.

     

     

  • Leite fica quase 19% mais caro em 2024, saiba a tendência de preço

    Leite fica quase 19% mais caro em 2024, saiba a tendência de preço

    O preço do leite longa vida (UHT) registrou alta de 18,83% em 2024, tornando-se destaque no grupo alimentação e bebidas do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    A seca prolongada no Centro-Sul do Brasil impactou a produção leiteira e elevou os preços do produto. Estados como São Paulo, Minas Gerais e Goiás, principais bacias leiteiras da região, enfrentaram redução na captação da matéria-prima devido ao comprometimento das pastagens.

    Impactos para os pecuaristas

    Apesar da alta nos preços ao consumidor, os pecuaristas tiveram resultados variados em 2024. O preço médio pago ao produtor subiu 2,4% em relação a 2023. Ou seja, com custos de produção estáveis, muitos criadores viram suas margens de lucro melhorar.

    No entanto, a seca também trouxe desafios significativos para os produtores mais afetados. Em resumo, a estiagem reduziu a produtividade do rebanho e aumentou os custos com suplementação alimentar. Esses fatores impactaram negativamente a rentabilidade de alguns pecuaristas.

    Expectativas para 2025

    A cadeia produtiva do leite inicia 2025 com um cenário mais otimista. A previsão é de redução nas importações e de melhores condições climáticas, o que beneficia tanto laticínios quanto pecuaristas.

    Nos últimos anos, o setor enfrentou desafios como aumento das compras de matéria-prima da Argentina e Uruguai e estiagens recorrentes. Além disso, agora, sem previsão de grandes problemas climáticos, espera-se um crescimento na produção nacional, o que pode levar à redução nos preços ao consumidor.

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    Inflação de alimentos em 2024

    O setor de alimentos e bebidas foi o principal responsável pela alta da inflação em 2024. Essa categoria subiu 7,69% no ano, impulsionada por itens como carnes, café, leite, óleos e frutas.

    A inflação oficial, medida pelo IPCA, fechou 2024 em 4,83%, acima do teto da meta para o ano, que era de 4,5%. A alimentação no domicílio teve alta de 8,23%, enquanto os alimentos consumidos fora de casa subiram 6,29%.

    Entre os subgrupos de alimentos e bebidas consumidos em casa, apenas tubérculos, raízes e legumes apresentaram queda, com redução de 21,17%. Farinhas e massas permaneceram estáveis, enquanto os demais itens registraram aumento.

    Perspectiva de alívio para o consumidor

    Com um quadro climático mais favorável em 2025, especialistas preveem que a produção leiteira nacional aumentará. Portanto, essa tendência pode levar à estabilidade ou até mesmo à redução nos preços do leite ao longo do ano.

     

  • IBGE prevê safra menor em 2024 e recuperação para 2025

    IBGE prevê safra menor em 2024 e recuperação para 2025

    A safra brasileira de grãos, leguminosas e oleaginosas para 2024 foi estimada em 294,3 milhões de toneladas, um declínio de 6,7% em relação a 2023, com redução de 21,1 milhões de toneladas, conforme dados de novembro do IBGE. No entanto, o instituto projeta recuperação para 2025, com um aumento de 7,0%, totalizando 314,8 milhões de toneladas.

    Estimativas para 2024

    A área a ser colhida em 2024 é de 79,1 milhões de hectares, um crescimento de 1,6% comparado a 2023. Apesar da expansão da área, a produção de milho (-11,9%) e soja (-4,7%) deve impactar negativamente os resultados. Já o algodão herbáceo (14,8%), arroz (3,1%), feijão (5,7%) e trigo (5,0%) apresentaram aumentos.

    Os três principais produtos — soja, milho e arroz — representam 92,1% da produção total e 87,2% da área colhida. A redução da safra de milho, com queda de 17,8% na primeira safra e de 10,3% na segunda, foi um dos principais fatores para o declínio geral.

    Projeções para 2025

    A estimativa para 2025 aponta crescimento, com destaque para a soja, cuja produção deve alcançar 144,9 milhões de toneladas, um aumento de 12,9%. O milho também apresenta recuperação, somando 115,5 milhões de toneladas, sendo 22,8 milhões da primeira safra e 92,7 milhões da segunda. Outras culturas com crescimento significativo incluem o arroz (6,5%) e o feijão (29,0% na primeira safra).

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    Desempenho regional

    A Região Norte deve registrar o maior aumento anual (10,1%) em 2024, enquanto as demais regiões enfrentam declínios: Centro-Oeste (-10,0%), Sudeste (-15,7%), Sul (-1,0%) e Nordeste (-4,0%). Mato Grosso permanece como o maior produtor nacional, com 31,2% da safra total, seguido por Paraná (12,7%) e Rio Grande do Sul (12,0%).

    Destaques de outras culturas

    • Cacau: Produção estimada em 284,1 mil toneladas, redução de 2,2% em relação a 2023, mas com aumento de 2,8% no Pará, principal produtor.
    • Cereais de inverno: O trigo deve alcançar 8,1 milhões de toneladas, crescimento de 5,0% sobre 2023, enquanto a aveia cresce 31,3% e a cevada 12,6%.
    • Feijão: A produção total das três safras deve somar 3,1 milhões de toneladas em 2024, com o Paraná liderando (26,6% do total).

    Impactos no mercado

    A previsão de recuperação para 2025 reforça a expectativa de retomada do crescimento no agronegócio brasileiro, especialmente com o aumento expressivo nas culturas de soja e milho, essenciais para a exportação e consumo interno.

     

  • Brasil: Produção de carnes bovina, suína e de frango bate recorde

    Brasil: Produção de carnes bovina, suína e de frango bate recorde

    No 3º trimestre de 2024, o abate de bovinos atingiu um aumento de 15,3% em comparação ao mesmo período de 2023 e cresceu 3,9% em relação ao 2º trimestre de 2024. O total de cabeças abatidas chegou a 10,37 milhões, superando pela primeira vez a marca de dez milhões em um único trimestre. Além disso, os abates de suínos e frangos também cresceram, resultando no recorde na produção de carnes . Esses dados foram divulgados (05/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas Estatísticas da Produção Pecuária.

    Angela Lordão, gerente da pesquisa, afirmou: “O ano de 2024 está sendo de recorde no abate de bovinos e na produção de carne. Estamos nos encaminhando para um recorde anual, a depender do quarto trimestre.” Ela destacou que julho foi o melhor mês da série histórica, iniciada em 1997, para o abate geral.

    A boa oferta de animais se deve à retenção de fêmeas entre o final de 2019 e 2021. Lordão acrescentou que o setor ainda vive uma fase de baixa nos preços, especialmente do bezerro, o que desestimula a retenção de fêmeas.

    Em relação ao mesmo período do ano anterior, o abate aumentou em 1,37 milhão de cabeças. Dentre as 27 unidades da federação (UFs), 25 registraram crescimento no abate. O aumento no abate de fêmeas foi de 19,6%, enquanto o dos machos subiu 12,5%, influenciado pela queda nos preços dos bezerros.

    Angela ressaltou a forte demanda por carne bovina: “Estamos com exportações recordes, e aqui no mercado interno também temos observado um aumento do consumo per capita das famílias.” Sendo assim, as exportações atingiram um patamar inédito de 706,43 mil toneladas no trimestre, refletindo um aumento de 30,6% na comparação anual.

    Recordes produção de carnes de Suínos e Frangos

    O abate de frangos alcançou 1,62 bilhão de cabeças, representando um crescimento de 2,8% em relação ao mesmo período do ano passado e um acréscimo de 0,8% em comparação com o trimestre anterior. Este resultado, portanto, estabeleceu um novo recorde trimestral.

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    O abate de suínos também atingiu um novo marco com 14,95 milhões de cabeças abatidas, aumento de 2,1% em relação ao ano anterior e alta de 2,6% frente ao segundo trimestre.

    As exportações brasileiras de carne suína, sendo assim, voltaram a crescer e estabeleceram novo recorde trimestral. As vendas externas da carne de frango também se mantiveram elevadas no terceiro trimestre, alcançando o segundo melhor resultado na série histórica da Secex. “O Brasil tem aberto novos mercados para exportação de carne suína e é o maior exportador mundial de carne de frango”, afirmou Angela.

    Produção de Ovos Atinge Novo Recorde

    Além do recorde na produção de carnes, a produção de ovos de galinha chegou a 1,2 bilhão de dúzias no terceiro trimestre deste ano. Esse número, portanto, representa um aumento significativo: 10,3% em relação ao mesmo período do ano passado e 3% na comparação com o trimestre anterior.

    Angela explicou: “A produção de ovos também foi recorde; eles são a proteína mais acessível para a população.” A oferta maior levou à queda dos preços dos ovos. Foram produzidas 111,94 milhões de dúzias a mais do que no terceiro trimestre do ano passado. Mais da metade das granjas (54,2%) dedicou-se à produção para consumo.

    Aquisição e Preço do Leite

    A aquisição totalizada foi de 6,30 bilhões de litros de leite cru. Embora tenha havido uma leve redução (0,3%) em relação ao terceiro trimestre do ano passado, houve um crescimento significativo (7,1%) comparado ao trimestre anterior. O preço médio pago ao produtor subiu para R$ 2,80 por litro.

    Angela destacou que a competição entre indústrias aumentou devido à oferta menor: “Com uma oferta menor no campo, temos uma competição maior pelas indústrias.” Minas Gerais apresentou recuperação na produção e continua sendo o maior produtor nacional.

    Crescimento na Aquisição de Couro

    Por fim, os curtumes receberam 10,55 milhões de peças no terceiro trimestre deste ano. Esse total representa um aumento significativo (17,4%) em relação ao mesmo período do ano anterior e alta (2,7%) frente ao segundo trimestre. Além disso, Angela explicou que o aumento no abate bovino naturalmente reflete no couro: “Esse incremento é justamente pelo maior número de cabeças abatidas.”

  • Brasil tem recorde de exportação de café em setembro

    Brasil tem recorde de exportação de café em setembro

    O Brasil atingiu um recorde histórico nas exportações de café em setembro de 2024, com o embarque de 4,464 milhões de sacas de 60 kg. Em resumo, o volume representa um crescimento de 33,3% em relação ao mesmo período de 2023, quando foram exportadas 3,348 milhões de sacas.

    Faturamento

    O faturamento também foi o maior já registrado para o mês, chegando a US$ 1,194 bilhão, um aumento de 84,5%. Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

    Nos primeiros três meses da safra 2024/25, o Brasil exportou 12,050 milhões de sacas, gerando US$ 3,105 bilhões. Ou seja, esses números representam um crescimento de 19,7% em volume e 54,7% em receita, comparado ao mesmo período do ano anterior.

    Recorde no acumulado do ano

    Entre janeiro e setembro de 2024, o Brasil exportou 36,428 milhões de sacas de café, superando em 38,7% o volume registrado nos primeiros nove meses de 2023. Além disso, a receita das exportações também foi recorde, alcançando US$ 8,451 bilhões, um aumento de 51,9% em relação ao ano passado.

    Problemas logísticos continuam

    Apesar dos resultados expressivos, o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, alertou para os desafios logísticos que o setor enfrenta. “Ainda enfrentamos grandes atrasos nos portos, falta de contêineres e dificuldades de espaço, o que prejudica as exportações”, afirmou Ferreira. Ele também disse que cerca de 2 milhões de sacas de café estão acumuladas nos portos, aguardando embarque.

    Ferreira destacou o esforço das equipes de logística e o diálogo com os terminais portuários para mitigar os problemas. “Estamos trabalhando para manter as exportações em alta, mas os custos extras com armazenagem e atrasos pesam para os exportadores”, comentou.

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    Destinos do café brasileiro

    Os Estados Unidos foram o principal destino do café brasileiro em 2024, com a importação de 5,770 milhões de sacas entre janeiro e setembro, um aumento de 31,9% em comparação ao ano passado. A Alemanha ficou em segundo lugar, adquirindo 5,359 milhões de sacas, um aumento de 70,8%. Outros grandes importadores foram Bélgica, Itália e Japão.

    Desafios e alternativas

    Para driblar os problemas logísticos, o Brasil tem buscado alternativas, como o uso de embarques via “break bulk”, que permite o transporte de grandes volumes sem o uso de contêineres. Em setembro, dois envios de café utilizaram essa modalidade, prática comum nas décadas de 1960.

    Crescimento das exportações para países produtores

    O México liderou as importações de café brasileiro entre os países produtores, com um crescimento de 169,3% em 2024. O Vietnã, o segundo maior produtor mundial, também ampliou suas compras em 374,8%, adquirindo 637.546 sacas para suprir a demanda local.

    Tipos de café exportados

    O café arábica continua sendo a variedade mais exportada pelo Brasil, com 26,397 milhões de sacas enviadas ao exterior entre janeiro e setembro de 2024, representando 72,5% do total. Além disso, as exportações de canéfora, incluindo conilon e robusta, cresceram 170,4%, atingindo 7,037 milhões de sacas, o maior volume já registrado para essa espécie.

    Portos

    O Porto de Santos foi o principal responsável pelas exportações de café entre janeiro e setembro, com 24,682 milhões de sacas, ou 67,8% do total. Em seguida, o complexo portuário do Rio de Janeiro exportou 10,419 milhões de sacas.

     

  • Fruta doce, preço amargo

    Fruta doce, preço amargo

    Fruta doce, preço amargo: seis das doze principais frutas comercializadas na Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa/PR) nos primeiros seis meses de 2024, apresentaram aumento de preço. Ainda de acordo com o levantamento, quatro tiveram queda e duas se mantiveram estáveis.

    As frutas que registraram elevações foram abacaxi, limão tahiti, maçã gala, melão, morango e uva niágara.

    A caixa com oito unidades de abacaxi grande custava no alto verão R$ 75,00, passando a R$ 95,00 na última semana. Já a caixa de 23 quilos do limão tahiti médio variou de R$ R$ 45,00 para R$ 50,00.

    Para a maçã gala, os valores iniciais da caixa de 18 quilos partiram de R$ 150,00 na primeira semana do ano para R$ 190,00 ao fim de junho. A caixa de 13 quilos de melão passou de R$ 70,00 para R$ 90,00. Já a bandeja com 4 cumbucas de morango alcançou R$ 30,00 agora, enquanto estava em R$ 23,00 no início do ano.

    A uva niágara rosada variou de R$ 85,00 para R$ 100,00 a caixa de oito quilos. Por outro lado, o abacate baixou de R$ 130,00 a caixa de 20 quilos cobrada em janeiro para R$ 80,00, enquanto a caixa de 15 quilos do mamão formosa foi de R$ 65,00 para R$ 60,00.  Do mesmo modo, a manga tommy seguiu na mesma linha. A caixa de 20 quilos baixou de R$ 110,00 em janeiro para R$ 85,00 na última semana de junho. O mesmo aconteceu com a melancia. A fruta passou de R$ 3,50 para R$ 2,00 a unidade.

    Frutas que registraram alta

    Caixa do abacaxi passou de R$75,00 para R$ 95,00
    Caixa do limão passou de R$ 45,00 para R$ 50,00
    Caixa da maça passou de R$ 150,00 para R$ 190,00
    Caixa do melão passou de R$ 70,00 para R$ 90,00
    Bandeja do morango passou de R$ 23,00 para R$ 30,00
    Caixa da uva niágara passou de R$ 85,00 para R$ 100,00