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  • Agro em Campo – ao vivo: Lula anuncia Plano Safra 2024/25

    Agro em Campo – ao vivo: Lula anuncia Plano Safra 2024/25

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lança, em instantes, o Plano Safra da agricultura empresarial para o ciclo de produção de 2024 e 2025.  O objetivo é impulsionar o setor agropecuário brasileiro. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) oferece linhas de crédito, incentivos e políticas agrícolas para médios e grandes produtores.

    Nesta edição, são R$ 400,59 bilhões destinados para financiamentos, um aumento de 10% em relação à safra anterior.  Além disso, os produtores rurais poderão contar com mais R$ 108 bilhões em recursos de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), para emissões de Cédulas do Produto Rural (CPR) — complementares aos incentivos do novo Plano Safra. No total, são R$ 508,59 bilhões para o desenvolvimento do agro nacional.

    O Agro em Campo acompanha a transmissão na íntegra do evento.

    https://www.youtube.com/watch?v=yQ04rWvE-Pg

    Evento pela manhã (03/06)

    Lula chamou o novo Plano de “exuberante” e afirmou que o governo não “joga dinheiro fora”, em evento hoje (03/07) pela manhã. Ele anunciou o Plano Safra da Agricultura Familiar 2024/2025, oferecendo R$ 76 bilhões em crédito pelo Pronaf.

    Esse valor é 6,2% superior ao da safra passada, sendo o maior da série histórica. Ou seja, somando todas as políticas de apoio, o governo oferecerá R$ 85,7 bilhões aos pequenos produtores, comparado a R$ 77,7 bilhões da temporada passada. Ainda assim, Lula disse que “o Plano Safra atende a um apelo antigo, garantindo mais segurança alimentar, mesmo com mudanças climáticas”.

    Por fim, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que é o “maior” e “melhor” Plano Safra. Paulo Teixeira destacou incentivos para agroecologia e produção de arroz em todo o país.

  • Safra de inverno promete recorde de produtividade

    Safra de inverno promete recorde de produtividade

    A safra de inverno 2024/2025 em Santa Catarina deve ter resultados superiores à safra anterior, de acordo com as estimativas iniciais divulgadas pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). Embora a área plantada de alho, cebola, trigo, e cevada tenha diminuído em relação à safra passada, a perspectiva é de um aumento significativo na produtividade de todos os produtos.

    O crescimento da produtividade é esperado devido à perspectiva de uma safra com menos intercorrência, de acordo com, João Alves, analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa. O excesso de chuva, que afetou negativamente a safra anterior não deve se repetir esse ano. Além disso, Alves destaca que essas estimativas são baseadas no histórico das safras catarinenses e no levantamento das intenções dos produtores.

    O presidente da Epagri, Dirceu Leite, enaltece o trabalho da Epagri/Cepa no monitoramento das safras. “Temos o compromisso de divulgar dados corretos e confiáveis. São informações importantes para que o agricultor possa tomar decisões com maior assertividade”, diz ele.

    Segundo o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto, esses números são fundamentais para fornecer subsídios ao Governo de Santa Catarina na formulação de políticas públicas. “Nós contamos, atualmente, com vários programas para melhorar a produção no campo, como é o caso do incentivo ao cultivo de cereais de inverno. Basta que as pessoas busquem na Epagri informações para receber esses benefícios”, esclarece Collato.

    Trigo

    O trigo deve manter sua posição como o principal cereal de inverno cultivado em Santa Catarina. Entretanto, a área plantada é prevista para chegar a 125,3 mil hectares, uma redução de 9% em relação à safra anterior.

    Foto: Divulgação/Epagri – Nilson Teixeira

    No entanto, a produtividade total deve aumentar, com uma estimativa de 3,45 mil quilos por hectare, 54% maior do que a produtividade registrada na safra anterior. Isso resultaria em uma produção total de 432,6 mil toneladas, um crescimento de 41% na comparação com a safra anterior.

    Aveia

    A áera plantada de aveia deve crescer 3% e deve chegar a 30,5 mil hectares. As estimativas iniciais apontam para um crescimento significativo tanto da produtividade como da produção total. Devem ser colhidas, no Estado, 45,46 mil toneladas de aveia, uma produtividade de quase 1,5 mil quilos por hectare, o que representa, respectivamente, um aumento de 33% e 29% na comparação com a safra anterior.

    Cevada

    A cevada deve ter uma redução de 37% na área plantada. A expectativa é que sejam plantados 964 hectares de cevada em Santa Catarina, quantidade 37% menor do que na safra anterior.

    A produtividade deve ter um crescimento de 34% e chegar a 3,5 mil quilos por hectare. A produção total será de 3,4 mil toneladas, 15% menor do que na safra de inverno anterior, caso a estimativa se confirme.

    Alho e Cebola

    A safra de alho e cebola teve uma quebra significativa na safra anterior devido a problemas climáticos. Agora, a perspectiva é de um resultado melhor. Embora a área plantada com alho tenha uma redução significativa, a produtividade deve chegar a 10,5 mil quilos por hectare, crescimento de 44%.

    Foto: Divulgação/Epagri

    No entanto, a produção total deve ter redução de 15% na comparação com a safra anterior. A produção de cebola, por sua vez, deve aumentar e chegar a 521 mil toneladas na safra atual, o que é 29% a mais do que o registrado na safra 2023/2024.

    O principal motivo é a estimativa de um aumento da produtividade na ordem de 37%, ou seja, quase 30 mil quilos por hectare. A perspectiva é que a área plantada fique um pouco abaixo dos 17,4 mil hectares, redução de 6% na comparação com a safra anterior.

    A safra de inverno 2024/2025 em Santa Catarina apresenta uma perspectiva positiva, com um crescimento significativo na produtividade de todos os produtos, apesar da redução na área plantada.

  • Mercado em Alta: venda de etanol hidratado cresce 53,17% nas usinas do Centro-Sul do país

    Mercado em Alta: venda de etanol hidratado cresce 53,17% nas usinas do Centro-Sul do país

    A primeira quinzena do mês de maio foi marcada pelas vendas aquecidas de etanol nas usinas. O volume comercializado pelas empresas do Centro-Sul totalizou 1,38 bilhão de litros, o que representa aumento de 22,37% em relação ao mesmo período da safra 23/24.

    O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 468,86 milhões de litros — retração de 10,73% — enquanto o etanol hidratado registrou venda de 909,89 milhões de litros — crescimento de 51,26%.No mercado doméstico, as vendas de etanol hidratado alcançaram 899,12 milhões de litros — variação positiva de 53,17% em relação ao ano passado.

    A comercialização de etanol anidro, por sua vez, foi de 468,86 milhões de litros — queda de 7,09%.No acumulado desde o início da safra 2024/2025 até 15 de maio, a comercialização de etanol somou 4,12 bilhões de litros, representando um aumento de 34,61%.

    Desse total, o etanol hidratado representou volume de 2,76 bilhões de litros (+60,11%), enquanto o anidro de 1,36 bilhões (+1,81%).

    Produção de Açúcar e Etanol

    Na primeira metade de maio, 48,27% da cana-de-açúcar foi destinado à produção de açúcar, ante 48,16% registrados no mesmo período da safra 2024/2025.

    A produção de açúcar nos primeiros quinze dias de maio totalizou 2,57 milhões de toneladas, praticamente o mesmo valor observado em igual quinzena na safra 2023/2024 (2,54 milhões de toneladas).

    No acumulado desde o início da safra até 15 de maio de 2024, a fabricação do adoçante totalizou 5,13 milhões de toneladas, contra 4,08 milhões de toneladas do ciclo anterior.

    O diretor de Inteligência Setorial da UNICA, Luciano Rodrigues, esclarece que “do crescimento total de 1,05 milhão de toneladas na fabricação de açúcar até o momento, apenas 255 mil toneladas ocorreram em função da mudança no mix de produção e a maior parte, cerca de 800 mil toneladas, foi resultado do avanço na quantidade de cana-de-açúcar processada neste início de safra”.

    Na primeira metade de maio, 1,99 bilhão de litros (+2,14%) de etanol foram fabricados pelas unidades do Centro-Sul. Do volume total produzido, o etanol hidratado alcançou 1,25 bilhão de litros (+12,40%), enquanto a produção de etanol anidro totalizou 743,02 milhões de litros (-11,47%).

    No acumulado desde o início do atual ciclo agrícola até 15 de maio, a fabricação do biocombustível totalizou 4,35 bilhões de litros (+16,54%), sendo 3,04 bilhões de etanol hidratado (+34,66%) e 1,31 bilhão de anidro (-11,18%).

    Crescimento em relação a safra 2023/2024

    A moagem de cana-de-açúcar na primeira quinzena de maio registrou um pequeno aumento de 0,43% na comparação com o mesmo período do ciclo passado, com 44,75 milhões de toneladas processadas este ano, contra 44,56 milhões em 2023.

    No acumulado desde o início da safra 24/25 até 15 de maio, a moagem alcançou 95,42 milhões de toneladas, ante 79,85 milhões contabilizados no mesmo período da safra 2023/2024 — um avanço de 19,49%.

    A região Centro-Sul contou com 27 unidades produtoras de cana-de-açúcar que reiniciaram as atividades, totalizando 246 unidades operando na região. Desse total, 229 unidades processam cana-de-açúcar, 9 empresas fabricam etanol a partir do milho e 8 usinas flex.

    No mesmo período da safra 2023/2024, operaram 244 unidades produtoras, sendo 228 unidades com processamento de cana-de-açúcar, 8 empresas produzindo etanol a partir do milho e 8 usinas flex.

    Para Luciano Rodrigues, “ao final da segunda quinzena de maio, cerca de 250 empresas estarão em operação no Centro-Sul”. Outras 16 devem iniciar a safra em junho, completando o ciclo de usinas entrando em operação na safra 2024/2025, acrescenta o executivo.

    A qualidade da matéria-prima colhida nos primeiros quinze dias de maio, mensurada em kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar processada, cresceu apenas 0,30% na comparação com o mesmo período do ciclo agrícola anterior, registrando 124,71 kg de ATR por tonelada colhida.

    No acumulado da safra 2024/2025, ainda se observa um ligeiro aumento de 0,13%, com o indicador atingindo 118,47 kg de ATR por tonelada.